quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

TIPOS DE DOR:


A dor é classificada em dois diferentes tipos principais: a dor rápida e a dor lenta. A dor rápida é sentida em 0,1 segundo quando é aplicado um estímulo doloroso, enquanto a dor lenta só começa após um segundo ou mais e depois aumenta vagarosamente por muitos segundos e, às vezes, minutos.

A dor rápida também é descrita por muitos nomes alternativos, como dor cortante, dor em pontada, dor aguda, dor elétrica, e outras. Este tipo de dor é sentindo quando uma agulha é enfiada na pele ou quando esta é cortada com uma faca ou ainda quando é agudamente queimada; esta dor também é sentida quando a pele é submetida a um choque elétrico. A dor cortante, rápida, não é sentida na maior parte dos tecidos profundos do corpo.

A dor lenta também é conhecida por muitos outros nomes como dor lenta em queimação, dor contínua, dor latejante, dor nauseante e dor crônica. Este tipo de dor é associado à destruição dos tecidos. Pode levar ao sofrimento prolongado, insuportável, e ocorre tanto na pele, como em quase todos os tecidos ou órgãos profundos. (GUYTON, 2002).

A dor lenta é sempre acompanhada por ansiedade, que pode ir de depressão à angustia indeterminada, A ansiedade é uma das características fundamentais do estado transitório, indo do ferimento ao começo do restabelecimento.(SOUZA,1997).

FISIOLOGIA DA DOR


Desde os primórdios o ser humano tentando compreender a dor e tenta livrar-se dela. Todas as pessoas de modo geral sabem o que é dor, porém tem dificuldade para descrevê-la bem como conhecer com precisão a experiência da dor da outra pessoa. Essa dificuldade vem do fato de a dor ser uma experiência individual e subjetiva. Desconfortável é um termo bem apropriado para se definir dor. Albert Schweitzer, médico alsaciano que exerceu a profissão durante duas décadas na África escreveu: “Todos temos de morrer. Mas posso poupá-lo de dias de tortura o que considero ser meu maior e sempre novo privilégio.A dor é um senhor da humanidade mais terrível que a própria morte”(SCHWOB,1994).

De fato, ninguém quer sentir dor. E se trata de um sintoma democrático: não escolhe sexo, idade, raça, classe social, etc. Essa dor pode vir de traumas, doenças, cirurgias, lesões entre outros e pode ter origem física ou psicológica. Compreender a experiência de uma pessoa que sente dor não é tão simples, pois ela não resulta apenas de características de lesão tecidual, mas também íntegros fatores individuais e culturais. A dor é um sintoma importante para a manutenção da vida, pois alerta para a existência de algum dano ao organismo. (NICOLINI e colaboradores, 2007).


Que dor é essa

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Cefaleia Extracraniana

Resultante de espasmo muscular: causado pela tensão emocional, onde músculos da cabeça, do couro cabeludo, do pescoço presos aos occipício, se tornem espásticos causando a dor. Essa dor é referida na região suprajacentes, e dá o mesmo tipo de cefaléia intracraniana.

Cefaléias causadas pela irritação das estruturas nasais e acessórios nasais: as membranas mucosas do nariz e também de todos os seios nasais são sensíveis a dor, mas não são intenso. A infecção ou outros processos irritativos em áreas ampla das estruturas nasais usualmente causa cefaléia que é referida atrás dos olhos, ou em caso de infecção dos seios frontais.


Guyton, Arthur C. Ed 6, fisiologia humana e mecanismos das doenças, pg 355, Guanabara Koogan, RJ, 1998.

Vivendo com dor


Como funciona a dor


A dor é uma sensação desagradável que promove desconforto embutido, produzida pela excitação de terminações nervosas sensíveis a estímulos que provocam dor e classificada de acordo com o seu lugar, tipo, intensidade, periodicidade, difusão e caráter. Segundo Sherrington, a “dor é um coadjuvante fisiológico de um reflexo protetor fundamental”.

A dor pode ser fisiológica, rápida e lenta, aguda ou crônica, profunda ou superficial, muscular, visceral, referida, inflamatória, neuropática e traumática.

Há três tipos de estímulos que excitam os receptores de dor, estímulos mecânicos, térmicos e químicos. O sistema de supressão da dor (analgêsia) ocorre no encéfalo e na medula espinhal.

As endorfinas inibem as sinapses do neurônio de 1° ordem para o de 2° ordem na medula espinhal, antes de o impulso chegar ao encéfalo e a dor ser de nível consciente.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010